sábado, 4 de abril de 2009

Ela despediu-se do seu amor . Ele partiu em um barco no cais de San Blas . Ele jurou que voltaria e chorando em pranto ela jurou que esperaria ! Milhares de luas passaram , e sempre ela estava no cais esperando ! Muitas tardes se aninharam . Se aninharam em seu cabelo e em seus lábios .! Usava o mesmo vestido , E se ele voltasse não iria equivocar-se . Os caranguejos mordiam suas roupas, sua tristeza e sua ilusão . E o tempo se passou , e seus olhos se encheram de amanheceres . E pelo mar se apaixonou , E seu corpo se enraizou no cais ! Seu cabelo se branqueou , Mas nenhum barco seu amor lhe devolvia ! E no povoado lhe chamavam ; Lhe chamavam a louca do cais de San Blas ! E uma tarde de abril tentaram leva-la ao manicômio . Ninguém pode arrancá-la , e do mar nunca jamais a separaram ! Sozinha no esquecimento , sozinha com seu espírito . Sozinha com seu amor o mar . ficou, com o sol e com o mar , Ficou nesse lugar, ficou, até o fim . Ficou nesse lugar, ficou, no cais de San Blas !

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