sábado, 21 de fevereiro de 2009

Contra Todos
Os capixabas do Dead Fish chegam aos 18 anos de carreira e p sexto disco de estúdio em sua melhor forma . " Contra Todos " , gravado durante dois meses entre os estúdios Tambor no Rio , e Mega em São Paulo é o grande trabalho de hardcore brasileiro do ano . E 2009 está apenas começando . Desde 2004 a banda mora em São Paulo e lança seus trabalhos pela Deckdisc , sob a produção de Rafael Ramos . " Zero e Um " foi lançado em 2004 e marcava a passagem do grupo um passo além do underground , onde continuam nadando de braçadas e são o principal representante no país . " Um Homem Só " veio dois anos depois e já trazia o quinteto mais maduro , experimentando climas épicos e abordando temas de forma mais subjetiva . Com a saída de Hóspede das guitarras , Rodrigo (vocais), Nô (bateria), Alyand (baixo) e Philippe (guitarra) se concentraram em longos ensaios no estúdio Hell No , novo QG da banda em São Paulo , para conceber seu álbum mais direto e visceral . Em " Contra Todos " , Philippe tira de letra o trabalho antes feito por duas guitarras . Alyand (baixo) e Nô (bateria) , este em seu último trabalho pelo Dead Fish (o conjunto incorporou Marcos , também batera do Ação Direta , para comandar as baquetas a partir de agora ) , formam mais uma vez a cozinha mais potente do som pesado brasileiro e Rodrigo verbaliza ( e como nunca !!! ) a avalanche sonora . As palavras de ordem do disco são vitória e autonomia , e você ouve o trabalho como se lesse um livro , um romance , em que cada música puxa a seguinte . Por vezes o recado é curto , como em " Não " , " Shark Attack " e " Armadilhas Verbais " , hardcores que tem menos de dois minutos . " Não " , a música de abertura , não alcança nem o primeiro giro do ponteiro maior , com 57 segundos. " Autonomia " , " Venceremos " e " Quente " trazem toques modernos , por vezes esbarram no heavy metal , em outras no stoner , carregado no baixo e bateria . Ás vezes o álbum flui como nos primeiros trabalhos da banda , como na música " Subprodutos ".
"Eles estão soando mais jovens do que quando os conheci , no começo da carreira . É o disco mais veloz deles , sem dúvida , e as letras estão diretas , dedo na cara . " - opina o produtor Rafael Ramos . Os capixabas também incluem influências variadas , como de bandas atuais que subverteram o peso musical (The Mars Volta e Dillinger Scape Plan). Muito bom para quem tem 18 anos de idade e sobrevive em um mercado rápido , onde o que não se renova , morre . Somado à potência de " Descartáveis " , " Tupamaru " e " Piada Liberal " , o Dead Fish dá o recado da brutalidade na música sem abdicar da melodia . Aí mora a banda , que faz o termo CORE voltar a ter sentido de verdade , depois de amargar um longo inverno .

Fonte : http://www.myspace.com/deadfishoficial



Nenhum comentário:

Postar um comentário